Mostrar mensagens com a etiqueta livros. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta livros. Mostrar todas as mensagens

28 de abril de 2013

Pontapés só no relvado


Há quem goste de pontapear, quem não se importe com o sofrimento alheio e quem não se coíba de utilizar a força. Eu cá julgo que todos os seres vivos devem ser bem tratados, e na óptica da língua ser o nosso maior património, mas também um ser que ganha vida na comunicação diária, e na forma como se rafaz a cada interlocutor, sou apologista de que devemos bem tratá-la, cuidá-la, honrá-la e evita-lhe quaisquer danos, a todo o custo.

Há os que têm por passatempo fazer Sudoku, os que gostam dos Jogos de Diferenças, os que se divertem com as Palavras-Cruzadas e os que não passam sem as Sopas de Letras. Aos 18 anos eu fazia transcrições fonéticas na praia, enquanto outros jogavam raquetes. Sempre fui viciada no bem linguajar. Se o estudo é um prazer? Claro que sim!, se o objecto desse estudo for algo que nos é tão querido, como para mim é o Português.


Tavares, Sandra Duarte e Dias, Joana (2013), Pontapés na Gramática.
Lisboa: Areal Editores

Vou por isso devorar devagar e com atenção este Pontapés na Gramática, um livro que aborda dúvidas frequentes nas áreas da Fonética, da Ortografia, do Léxico, da Morfologia, da Sintaxe e do (blarghhh) Acordo Ortográfico.

E começo já ao pequeno-almoço.

Alguém é servido?

Já agora, quem sabe? O plural de gel é géis; o plural de mel é…
(a) méis.
(b) meles.

I did not translate this post because it consists of a book about Portuguese language, and the way people mistreat it.Please come back here tomorrow. Thank you. .¸¸.*

16 de abril de 2013

Desafio à Leitura


Os que ao longo destes dois meses passearam com mais atenção neste blog, terão percebido que tenho uma relação visceral com a leitura, e por consequência com os livros. (Os mais distraídos, puderam talvez percebê-lo graficamente.) Falo em leitura genericamente, pois todos os dias tenho que acalmar esta ânsia de conhecimento que me consome, e por vezes só há tempo para uma visualização diagonal de algumas páginas. Quando os minutos estão contados, contento-me com a leitura de um ou dois artigos da Revista Sábado, a qual adquiro religiosa e semanalmente. Quando o tempo o permite, mergulho nos livros com toda a minha atenção e devoção. Sou a favor da monogamia no que aos livros diz respeito; quer isto dizer que nunca leio mais do que um título de cada vez. De um modo geral o livro e as personagens consomem todos os meus sentidos, pelo que me permito apenas um título de cada vez. (E sempre fiquei fascinada ao olhar para a mesa-de-cabeceira do J., onde se acumulam sempre 4 ou 5 livros, cuja leitura ele consegue fazer no mesmo espaço temporal, sem se deixar atropelar por confusões ou desarrumações de narrativas.)

Posto isto, já estava há imenso tempo em falta com a resposta àquele que foi o primeiro (e único, até à data) selo / desafio deste blog. Ainda em Março a Vivi do Esqueci-me de Viver lançou-me neste repto à leitura, e porque entretanto outros temas e assuntos se sobrepuseram, vim hoje responder ao mesmo.


Responder ao desafio é a parte mais fácil. Difícil foi seleccionar o título de sugestão. Assim, para não ferir as minhas susceptibilidades, decidi mencionar (e por consequência, sugerir) o título que estou a reler no momento (um dos meus favoritos de sempre) e aquele que eu arrisco apontar como o favorito (digo “arriscar”, porque os livros são como os amigos: cada um tem alguma coisa de especial, e quando seleccionamos aquele a quem queremos chamar de “melhor”, de certo modo estamos a relegar para segundo plano outros que são também muiiiiiito bons).

O do momento:
«A insustentável leveza do ser» -- Milan Kundera, Edições Dom Quixote.


Kundera escreveu este romance com uma intenção crítica: a imposição do kitsch. Segundo ele, o kitsh arruína a arte porque lhe confere uma falsa ideia de perfeição. E todos os sistemas e esferas, mesmo a arte, têm aspectos negativos que não podem, nem devem, ser omitidos. A minha personagem favorita é Sabina: complexa e inconformista, tem a sua própria noção de alguns dos léxicos sociais, e recusa-se a fazer parte de uma maioria não indagadora. Acima de tudo esta narrativa pretende focar-se na necessidade que todos temos de nos inserirmos num grupo, numa sociedade, levando a que muitas vezes nos esqueçamos dos nossos próprios intuitos e vontades em prol dessa necessidade de inserção. Perfeito para o momento em que me encontro.

“O tal”:
«As velas ardem até ao fim» -- Sándor Márai, Edições Dom Quixote


Esta história tem dois narradores diferentes, mas ambos igualmente interessantes, com o poder de nos manter agarrados à acção, que é sobretudo emocional. Talvez seja isto que eu mais gosto neste título. O segundo narrador é concomitantemente protagonista da história, e tem um discurso muito introspectivo, fazendo inúmeros flashbacks para nos inteirar do porquê de um jantar à luz das velas tornar tão sombria uma existência física tão nobre, num palácio perdido no meio da floresta. Este livro é um verdadeiro tratado de psicanálise, a fazer lembrar muitas teorias freudianas. No final ficamos sem saber com que protagonistas nos identificamos, pois todos têm inúmeras nuances que atropelam as várias alçadas sobre as quais todos somos construídos. Não revelo muito mais, mas estas páginas consumir-vos-ão até ao tutano, tal como o fogo consome as velas que iluminam a narrativa.


Agora queria lançar o mesmo repto a algumas pessoas. Este selo / desafio tem algumas regras, que passo a transcrever:

* Referir quem nos indicou.
* Escolher 10 blogues a quem passar este selo.
* É expressamente proibido levar o selo sem convite.
* Avisar os blogues que foram convidados.

E porque eu não posso passar o selo a toda a gente, fiquei com vontade de o entregar…
…à Rachelet (Sei que és devoradora de livros, e pelo teu carácter megalómano, aposto que as sugestões serão igualmente grandiosas.)
…ao Ice Truck Killer (Porque já percebi que percebe carradas desta coisa de livros, e eu gostava de saber para que géneros se inclina.)
…ao Diogo (Os teus leitores sabem quais os livros na tua cabeceiras. Mas… qual é “o tal”?)
…à Wallis (Porque gostava de saber o que te prende aos livros para lá de Saramago. E porque ainda por cima não páro de pensar no teu comentário que insinuava a criação de um Clube de Leitura.)
…à Ana  (O que lês quando estás sozinha nos quartos de hotéis por esse mundo fora?)
...ao Mustache (Porque aposto que haverá muita filosofia na tua sugestão.)

[Peço desculpa aos que não visei como destinatários(as) deste desafio. Mas se se sentirem impelidos a isso, utilizem a caixa de comentários para me(nos) falar dos vossos títulos de eleição.]

I didn’t translate this post because it consists in a challenge to some Portuguese bloggers. Please come back again another day. Thank you. .¸¸.*

6 de abril de 2013

Livros | Books

Bem mais de 1.000. Organizados por ordem alfabética do sobrenome do autor.
Over 1,000. Alphabetically organized by author's surname.